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A Poesia Desconhecida

A Poesia Desconhecida

04
Abr17

OS PREDADORES

Talis Andrade

a curra lênio braga 1967.jpg

 Viver conviver entre parceiros       

Os caçadores dividem o butim       

Os caçadores o tiro certeiro       

partilham a carne ensanguentada       

a vermelha carne dos inocentes       

a sacrificada carne do holocausto        

Eu vim para ser sozinho 
 


 

 

---

Ilustração: A Curra, 1967, por Lênio Braga

04
Abr17

O RAPTO DAS SABINAS

Talis Andrade

rubens-sabine- sabinas rapto.jpg

Viver um pacto implícito       

de cumplicidade 

Partir para a aventura

do rapto das sabinas

Festejar o estupro

das meninas virgens

Esperar a vinda       

do primogênito

 

 

---

Ilustração: Rubens

03
Abr17

APARIÇÃO DE MARISA

Talis Andrade

 

marisa-cerqueira.jpg

 

 

Na sombra das sombras             

entre a ilusão e a alucinação             

a aparição do teu corpo             

vestido de branco             

por um nimbo iluminado  

 

O tempo não arranhou tua beleza

a escuridão a podridão do túmulo

não manchou tua pele 

 

Na sombra das sombras

entre a ilusão e a alucinação

tua luminosa aparição               

 

Refletindo tua luz             

tua radiante luz             

meus dedos tocam             

tuas veias azuis 


 

 

---

Ilustração: Foto de Marisa Cerqueira

 

 

 

 

03
Abr17

ALGÔMETRO

Talis Andrade

a persistência da memória dalí.jpg

Os sentidos vicariados

os dias contados

em um relógio

sem ponteiros 

 

a dor             

nos deixa acordados 
 


 

 

---

Ilustração:  
 “A persistência da memória”, 1931, por Salvador Dalí

do

02
Abr17

ENCOSTO

Talis Andrade

Apostando com a dor  Viktor Safonkin.jpg

 

 

 

Estranho poder             

me toma o corpo

Tudo acontece

como se me                         

transformasse             

em uma outra pessoa

 

Na carne que rasteja

na carne que lateja

o meu corpo age  

como que possuído

por indefinida

invisível força

 

Estranho poder            

me toma o corpo

doendo em mim

como um encosto

maligno e ruim  

 

Dor ferida

camuflada             

de vidas passadas

 

Errática             

dor referida       

atípica             

que fustiga    

 

Dor cansada       

antiga             

que nunca termina 
 
 
 
 

 

 

 

---

Ilustração: Apostando com a dor, por Viktor Safonkin

 

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