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A Poesia Desconhecida

A Poesia Desconhecida

29
Ago17

CEMITÉRIO DE ELEFANTES

Talis Andrade

cemiterio-de-elefantes.jpg

 

 

Não tenho mais volta

que esqueci os caminhos

De que adianta um mapa

das ilhas bem-aventuradas

se tudo está mudado

 

Seguir em frente

nada é como antes

Seguir em frente

não há revolta

nem meia-volta

Seguir em frente

por caminhos diferentes

por mares nunca dantes

navegados

Seguir em frente

sem desamor

nem desfeita

das coisas feitas

nem amargor

do desencantado

Seguir em frente

pelo gosto

do nunca visto

vale mais que

o dessabor

de um café requentado

 

Morrer por morrer

prefiro a incerteza

da louca visão

de distante oásis

o verdejante oásis

da fonte cantante

que o monótono

descanso

em um cemitério

de elefantes

 

 

---

Ilustração: Cemitério de Elefantes Domésticos, por Luiz Alberto Borges da Cruz

 

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